O poeta Ibn Mucana

“O amor à liberdade faz parte do carácter nobre"
 
 

Vou pelo caminho da grandeza com aquele que está coberto de um incenso que nasce do vento ;
Com amor por alguém importante que lança os dardos como afia a espada ;

Quando o trovão ribomba, o meu coração e as minhas entranhas comovem-se;
Como se as nuvens na sua marcha fossem como os estandartes de Al-Muzaffar no dia da batalha.

É um nobre que te ajuda quando lhe pedes socorro e os seus valentes são pessoas escolhidas.
É um mancebo que bate o ferro com a mão que não tem medo no coração, nem vaidade.

Se o céu tombasse sobre ele, não se queixaria.
Suporta as cargas deste tempo e não teme defrontar a morte.

 

Mas, se continuar vivo na batalha, ai de seus inimigos, onde quer que estejam!
A ti, Mundir, o eleito, reclamei-te a mão que cobre a necessidade, a mão que leva o bastão de comando

E respondeu: "Tu que chamas, sê benvindo e tuas mãos estenderam-se para mim ".
Chamei e ouviste-me, embora sejas surdo para os inimigos, com a surdez das pedras.

Gravas as tuas espadas em Damasco (Cillãq) e enches o Hurasãn de abundância.

As minhas palavras e a recordação daquele Estio ficaram no caminho, pois já a aurora se desenhava na roupagem das trevas;

As donzelas correram pelas dunas como correm as estrelas no céu;
Apareceram ante nós com os seios perfumados, rivalizando com a beleza do sol nascente.